
Em um dos seus episódios da maravilhosa série "O Som do Vinil", que passa no Canal Brasil (66 da NET), o baterista dos Titãs e produtor musical Charles Gavin enfocou a história do lançamento do primeiro LP da Blitz. Uma das histórias contadas pelo compositor, vocalista e frontman da banda Evandro Mesquita, é que quem chamou a atenção de Mariozinho Rocha, produtor da EMI-Odeon, sobre a qualidade da banda e a inovação que representava foram o Magrão e o Vermelho, do 14 BIS, que viram a banda se apresentar no Circo Voador, no RJ, ainda quando estava dando os primeiros passos. É um aspecto muito interessante, pois, como já falamos em outra oportunidade, algumas pessoas da mídia especializada tendem a excluir o 14 BIS da safra do rock brasileiro dos anos 80, o que é um grande equívoco. Quando a Blitz estourou, O 14 Bis, que lançou o primeiro disco em 1979, empunhava brilhantemente a bandeira do pop rock nacional, e participava - mesmo porque já era o grupo mais estruturado e famoso, e se valia de recursos como tecladeiras, luzes, fumaça, e muitas coisas mais que se consagraram na década - dos mesmos programas de TV (como Globo de Ouro, Cometa Loucura, etc.) e rodava em rádios FMs destinadas ao público jovem (aqui em Porto Alegre, a maioria de seus shows do período foram feitos como promoção da Atlântida FM). Lembro bem de ir em um show em que a banda dividiu o palco com o Herva Doce, o gaúcho Saracura, dentre outros, no Parque Marinha do Brasil, ao ar livre.